title: "Entre Esferas e Goblins" date: "2026-10-07" arc: "VALCINZENTO E O CORAÇÃO-RAIZ" description: "Depois de enviar o misterioso frasco de Poppe, o grupo tenta regressar por uma árvore, mas atravessa um espaço de esferas e memórias que não deveria existir no caminho. De volta a uma cidade onde passaram apenas duas horas, Leonard reaparece nas sombras enquanto Dandelion reúne três goblins para causar o caos." cover: "" ---
Contexto
Depois dos acontecimentos envolvendo Poppe, Thalindra e a longa passagem por outro plano, os aventureiros ainda tinham uma última tarefa: utilizar o pergaminho recebido para enviar um frasco ao destino estabelecido. Noah aguardava na taverna enquanto os demais regressavam para concluir o ritual. Só então poderiam pensar no caminho de volta ao Bastion, nas pessoas que os esperavam e no problema ainda sem solução do Coração-Raiz.
O frasco e o pergaminho
Uma mensagem escrita sobre outra
O grupo reencontrou Noah no quarto da taverna. O espaço tornou-se pequeno para tanta gente, mas oferecia a privacidade necessária para examinar o pergaminho. Dandelion o apresentou, e Astel, impaciente para encerrar aquele assunto, quis saber o que estava escrito antes de o utilizarem.
À primeira vista, tratava-se de um ritual relativamente simples: colocar um objeto sobre o pergaminho, recitar as inscrições e enviá-lo para algum lugar. Mas, ao analisar melhor a escrita arcana, Astel percebeu algo estranho. Sob o texto visível havia marcas ténues, quase como uma marca-d'água, que lembravam outro ritual. Era como se alguém tivesse apagado uma inscrição anterior e escrito por cima dela.
Dandelion, aproximando o rosto do pergaminho sem conseguir decifrar todos os detalhes, não pareceu particularmente preocupado. Para ele, a função estava clara: era um pergaminho para enviar um item. Astel, porém, notara que havia mais naquela folha do que a explicação aparentemente inocente.
Ainda assim, o grupo decidiu prosseguir. Dandelion estendeu o pergaminho sobre a mesa, posicionou o frasco e começou a ler o ritual.
O desaparecimento do frasco
As inscrições reagiram. O pergaminho começou a vibrar, enquanto uma energia da mesma coloração do líquido entregue por Poppe envolvia gradualmente o frasco, subindo da base até o cobrir por completo. Quando o efeito alcançou o topo, o recipiente simplesmente desapareceu.
Logo depois, as letras do pergaminho apagaram-se.
O envio aparentemente funcionara, mas não houve confirmação visível do destino do frasco, nem uma explicação para a segunda inscrição percebida por Astel. Era mais uma pequena incerteza a juntar-se a tudo o que o grupo já carregava.
O caminho de volta
Há pessoas à espera
Com o ritual terminado, Astel insistiu que já era hora de regressar. Queria voltar ao Bastion, rever a esposa e o filho e descobrir como estavam as pessoas que deixara para trás. O tempo passado fora tornava essa preocupação cada vez mais difícil de ignorar.
O Coração-Raiz continuava a pesar sobre a conversa. A tentativa de o devolver não produzira o resultado esperado, e a situação de quem dependia dele permanecia delicada. Também havia a corrupção, para a qual o grupo ainda não tinha uma resposta suficiente.
Astel reconheceu que não se sentia forte o bastante para resolver tudo aquilo. Quando regressasse, pretendia procurar o altar dedicado à Raven Queen e tentar obter alguma orientação por meio da comunhão com a sua deusa. Não queria abandonar o problema, apenas encontrar uma forma de voltar a enfrentá-lo com mais recursos.
Screaky procurou aliviar o peso daquela responsabilidade. Recordou que todos tinham tentado e que aquela não era uma falha apenas de Astel: eram um grupo, e juntos poderiam pensar numa solução. Por enquanto, o melhor seria descansar e regressar quando estivessem mais preparados.
A árvore que não levou diretamente ao destino
Para evitar outra viagem longa, Astel pediu a Noah que tentasse utilizar sua magia de transporte através de plantas. O jovem druida não tinha certeza de que funcionaria depois de tudo o que haviam atravessado entre planos, mas aceitou tentar.
Diante de uma árvore, Noah concentrou-se em outra que conhecia, nas proximidades da cidade onde o grupo estivera antes, relativamente perto da região dos lobisomens. O portal abriu-se. Um a um, os aventureiros entraram, esperando uma travessia tão breve quanto as anteriores.
Mas a passagem não foi instantânea.
Em vez de emergirem do outro lado, viram-se suspensos num espaço escuro, sem chão sob os pés. À sua volta flutuavam numerosas esferas semelhantes a bolas de cristal. Dentro delas, imagens moviam-se como cenas de outros lugares ou de outros tempos. Por trás de tudo, ouviam uma voz conhecida: Poppe, aparentemente envolvido na conjuração de alguma magia.
Noah entrou em pânico. Tinha seguido o procedimento habitual, mas temia ter errado o feitiço e levado todos para algum lugar perigoso. Allya tentou acalmá-lo, enquanto Astel observava as esferas em busca de respostas.
Uma lembrança de Poppe
Uma das imagens chamou a atenção de Astel. Nela estava Poppe, mais jovem do que aquele que conheciam, cercado por nobres eladrin. Ele esmurrava uma mesa e discutia furiosamente com os presentes. Conforme Astel se fixava naquela cena, a esfera parecia crescer, aproximando-se do grupo como se os quisesse envolver.
A voz distante da conjuração deu lugar à voz que vinha da própria lembrança. Em élfico, Poppe protestava contra os nobres:
“Vocês não têm o direito de fazer isso. Isso tem que acabar agora. Enquanto vocês existirem, ninguém vai ser livre.”
Astel ficou absorto. Outros companheiros também passaram a olhar a imagem de forma quase hipnótica, sem conseguir simplesmente desviar a atenção. O perigo daquela aproximação, se é que havia um perigo, ainda era desconhecido.
Noah, já assustado, interpretou a situação como mais uma ameaça. Para impedir que o grupo continuasse a fitar as esferas, ergueu com seu cajado uma barreira de espinhos ao redor dos companheiros. A magia cortou-lhes a visão e interrompeu o transe, mas provocou uma reação inesperada: Astel e Dandelion sentiram um acesso repentino de irritação e gritaram com o garoto.
A raiva passou tão depressa quanto surgira. Noah pediu desculpas, confuso, e os outros tentaram entender o que havia acontecido. Screaky recomendou cautela. Ninguém sabia se aquelas imagens eram apenas lembranças, armadilhas ou alguma outra coisa.
O corpo imóvel no escuro
Enquanto a barreira de espinhos permanecia erguida, algo se chocou contra ela. Não parecia outra esfera. Havia um corpo sólido, suspenso naquele espaço, que os espinhos empurravam lentamente.
Astel preparou-se para defender os companheiros, escudo e arma em mãos. Quando a magia de Noah finalmente se desfez, o grupo pôde observar melhor a figura: um ser imóvel, aparentemente congelado, cuja aparência lembrava vagamente o misterioso “Verde Esquisito”, mas que claramente não era ele.
A identidade e a natureza daquele corpo continuavam desconhecidas.
Astel aproximou-se e tocou a figura. No instante seguinte, a travessia terminou: os aventureiros surgiram junto à árvore que Noah escolhera como destino, nas proximidades da cidade.
Todos haviam presenciado a estranha passagem. Noah, exausto pelo esforço de manter a barreira, procurou apoio em Allya, ainda assustado com a possibilidade de a magia ter falhado. Astel, igualmente perplexo, reconheceu que o jovem conseguira conduzi-los ao lugar pretendido. Por mais perturbadora que tivesse sido a viagem, estavam novamente a caminho de casa.
Duas horas do lado de fora
Uma taverna, um cotovelo ferido e uma pergunta
O grupo voltou à taverna onde havia deixado um rapaz e a mãe dele. Encontrou o jovem a tratar de um ferimento no cotovelo, reaberto depois de um acidente com uma cadeira velha. Astel cuidou da lesão com sua magia de cura.
O rapaz quis saber se tinham conseguido o que procuravam. A resposta não foi animadora: mais do que soluções, pareciam ter acumulado novos problemas.
Então surgiu uma informação desconcertante. Do ponto de vista das pessoas que tinham permanecido na cidade, os aventureiros estavam ausentes havia apenas cerca de duas horas. Para o grupo, porém, a jornada incluíra semanas de acontecimentos e experiências. O tempo vivido em outro plano não correspondia ao que passara ali.
A mãe do jovem ainda preparava uma refeição. O almoço nem sequer estava pronto quando regressaram. A normalidade da cozinha contrastava com o desgaste físico e emocional dos aventureiros.
A versão musical de Dandelion
Dandelion encontrou a sua própria maneira de explicar a viagem ao rapaz: transformou as aventuras numa longa apresentação musical, com gestos, mudanças de ritmo e dramatizações. Cantou sobre as dificuldades do percurso, Poppe, o gato que procurara, os encontros inesperados e até a troca de corpos com Screaky.
O ponto mais curioso surgiu quando o jovem reconheceu a história do animal entregue a Poppe. Aparentemente, aquilo que Dandelion tratara como um simples gatinho era, na verdade, uma pantera deslocadora ainda jovem. A revelação deixou Dandelion surpreso: ele não imaginara ter presenteado Poppe com uma criatura daquele tipo.
A conversa trouxe outra notícia. Poppe continuava foragido depois de levar Thalindra, e havia gente à sua procura. O desaparecimento dela ainda estava longe de ser resolvido.
O rapaz contou também que o próprio “Verde Esquisito” aparecera pela região enquanto o grupo estivera fora, mas ele não sabia para onde a criatura seguira.
Tudo isso bastou para alimentar novas perguntas. Dandelion, porém, pareceu momentaneamente mais interessado numa bebida e em continuar a sua conversa sobre animais de estimação.
O mestre dos três goblins
Não era um gato
O jovem da taverna ficou fascinado com a ideia de ter uma pantera. A mãe, ouvindo parte da conversa, deixou bastante claro que não queria uma criatura dessas em casa. Dandelion, longe de abandonar o assunto, levou o rapaz para fora e começou a sugerir que encontrassem outro animal que pudesse tornar-se forte e feroz.
Foi então que ouviram um miado.
Dandelion incentivou o rapaz a investigar o suposto gato, ficando para trás. Assim que ele dobrou a esquina, três goblins saltaram sobre ele, agarrando-o e gritando para que se afastasse do mestre. Assustado, o jovem puxou a espada; os goblins recuaram imediatamente e a confusão terminou com mais um ferimento no mesmo cotovelo.
Dandelion não conseguiu conter as gargalhadas. O rapaz, indignado por ter sido enviado atrás de um falso gato, regressou à taverna. Allya também percebeu a movimentação e quis saber que espécie de confusão estava a acontecer.
Aparecer quando o mestre canta
Dandelion seguiu os goblins e encontrou-os escondidos, discutindo entre si. Ao serem confrontados, explicaram que haviam ouvido sua música na taverna e aparecido por causa dela. Os três tratavam Dandelion como mestre e pareciam dispostos a atender às suas ordens, embora demonstrassem muito mais entusiasmo do que competência.
O primeiro treinamento consistiu numa ordem aparentemente simples: fingirem-se de mortos. Os três caíram no chão, de costas, línguas de fora. O problema era que mal conseguiam conter o riso. Dandelion começou a corrigi-los como se estivesse ensinando uma técnica de combate sofisticada, exigindo que permanecessem imóveis mesmo quando alguém os cutucasse.
Allya assistiu a parte da cena, entre a incredulidade e o cansaço. Dandelion, encantado com seus novos seguidores, decidiu apresentá-los ao grupo. Antes, organizou uma marcha em fila, do maior para o menor — critério que desencadeou uma discussão entre os próprios goblins sobre quem seria mais alto, se as orelhas contavam e quem tinha o nariz maior.
Era o começo de uma tropa cuja disciplina ainda parecia bastante discutível.
Uma visita pelos telhados
Leonard reaparece
Enquanto Dandelion se ocupava com sua pequena procissão, uma pedrinha chamou a atenção de Allya. No telhado próximo, quase confundido com as cores da construção, estava Leonard. Ele retirou parte do disfarce e sorriu, mas pediu silêncio ao perceber que Dandelion ainda estava por perto.
Allya disfarçou a reação e esperou até ficarem a sós. Leonard então desceu para a encontrar. O reencontro foi afetuoso, acompanhado de um abraço e de brincadeiras familiares, mas ele não podia permanecer muito tempo.
A preocupação principal de Leonard era a condição de Allya. Observou a marca nela e disse estar a encontrar cada vez mais sinais semelhantes. Allya contou que conseguira transformar-se sem perder a consciência, algo que lhe fora útil, embora continuasse preocupada com a possibilidade de voltar a ser perseguida.
Leonard mostrou pequenos sinos relacionados àquela ameaça e indicou que, naquela realidade, ela estava segura. Revelou também o esforço que vinha fazendo para acompanhá-los através de tantos planos diferentes — e o quanto isso lhe custava. Agora tinha outro trabalho, que considerava mais seguro, mas as sucessivas viagens do grupo tornavam tudo mais complicado.
Duas moedas e uma missão
Leonard mencionou que seu atual empregador partilhava uma condição semelhante à de Allya e afirmava ter aprendido a controlá-la muito bem. Caso ela precisasse, aquela pessoa poderia representar uma fonte de conhecimento.
Antes de partir, entregou duas moedas mágicas: uma para Allya e outra para Screaky. Explicou que poderiam usá-las para chamá-lo, mas pediu que o fizessem apenas em último caso. Estava prestes a dedicar-se a uma missão importante e ficaria afastado por algum tempo.
Leonard falou ainda de alguém da família que estava bem e que Allya deveria visitar, num diálogo marcado pelo carinho e pelas provocações habituais. Depois de mais uma despedida afetuosa, voltou a disfarçar-se, desta vez com a aparência de um camponês, e desapareceu pelas ruas.
Allya regressou à taverna com as moedas e com perguntas que a breve visita não respondia por completo.
A emboscada mais desastrosa da cidade
Dandelion declara guerra a Astel
Astel tinha saído para fazer algumas compras: doces, roupas e perfume. Ao vê-lo passar, Dandelion decidiu testar a coragem e a lealdade de seus três novos seguidores. Propôs uma emboscada em que os quatro agarrariam Astel, cada um segurando um membro.
Os goblins tinham dúvidas bastante razoáveis. Um deles chegou a reconhecer que Astel equivalia, sozinho, a muitos goblins. Mas Dandelion insistiu. A tropa aproximou-se furtivamente e saltou para executar o plano.
O resultado foi imediato — e péssimo para o comandante.
Astel reagiu instintivamente à tentativa de agarrá-lo e atingiu Dandelion com um soco, deixando-o com o nariz ensanguentado. Os goblins entraram em pânico, apontaram para o mestre como responsável pela ideia e tentaram esconder-se uns atrás dos outros.
Astel aproximou-se e, usando magia para tornar os olhos completamente negros, deixou uma ameaça clara: não deveriam voltar a atacá-lo, por ordem de quem quer que fosse. Os três responderam com a estratégia que melhor dominavam: jogaram-se no chão e fingiram-se de mortos.
Dandelion ainda provocou Astel, mas acabou brevemente imobilizado por magia. Ao afastar-se, o paladino chegou a criar pão e água para alimentar os goblins. Eles aceitaram o alimento, apesar de deixarem evidente que preferiam carne.
Dandelion e sua tropa consideraram o desastre uma batalha perdida, mas não o fim da guerra. Retiraram-se mancando — os goblins imitando os ferimentos do mestre — e já discutindo como melhorar a próxima investida.
Uma morte espetacularmente mal encenada
Ao regressar à taverna, Dandelion decidiu transformar o nariz ferido numa tragédia. Caiu no corredor, anunciou que estava a morrer e reuniu seus goblins em redor, que passaram a desesperar-se pelo estado do mestre.
Noah ouviu a confusão, saiu do quarto e levou a situação a sério. Preocupado, utilizou magia de cura em Dandelion e quis saber quem havia causado o ferimento. Os goblins contribuíram com uma encenação cada vez mais absurda: procuravam respostas nos livros de Noah, tentavam socorrer o mestre e chegaram a simular procedimentos de emergência.
Quando se sentiu curado, Dandelion saltou de pé e declarou-se recuperado. À pergunta de Noah sobre o responsável, apontou Astel como seu grande inimigo. Noah, sem apreciar nada aquela explicação, recolheu-se novamente.
A confusão não terminou ali. Um dos goblins acabou transportado magicamente para a cozinha, onde a mãe do rapaz, nada disposta a tolerar intrusos, o recebeu com golpes de vassoura. Dandelion teve de recuperar seu seguidor e assumir a responsabilidade pela pequena tropa. A senhora foi taxativa: os goblins não deveriam voltar à cozinha.
Nem as ameaças de Astel, nem a vassoura, nem a recepção hostil pareciam suficientes para convencer Dandelion de que seu novo grupo precisava de limites.
A refeição e o que vem depois
O segredo do cozido
Quando o almoço finalmente ficou pronto, a taverna ganhou um pouco de tranquilidade. A mãe do rapaz serviu um cozido caseiro, e Astel descobriu algo inesperado: além de saborosa, a refeição produzia uma sensação semelhante à bênção mágica que ele próprio conhecia.
Astel tentou descobrir os ingredientes e chegou a interessar-se pela receita. O rapaz explicou que a mãe tinha um segredo no preparo e que costumava fazer aquela comida para ele e para o pai antes de saírem de casa. A lembrança trouxe uma nota de tristeza à conversa, suavizada pela generosidade com que lhe ofereceram mais uma porção.
Pouco depois, Dandelion apareceu com os três goblins. Eles esperaram pela comida sentados no chão e receberam os restos de carne que a senhora aceitou preparar, longe de sua cozinha. Entre os seguidores, um goblin particularmente gordinho acabou batizado de Nhonho.
Noah, que já soubera da tentativa de emboscada, chegou a oferecer uma moeda de ouro a Astel pelo soco em Dandelion. Entre comentários, repreensões e o apetite dos goblins, o almoço tornou-se mais um retrato da estranha convivência do grupo.
Amanhã, o Bastion
À mesa, os aventureiros voltaram aos assuntos sérios. Astel quis compreender melhor a diferença na passagem do tempo e o que poderia ter mudado enquanto estiveram fora. Dandelion retomou a história do animal entregue a Poppe: não um gato comum, mas uma jovem pantera deslocadora. O grupo também voltou a considerar a situação de Thalindra e o paradeiro de Poppe.
Os próximos passos começaram a ganhar forma. Precisavam descansar, verificar o andamento das armas que haviam encomendado, procurar os aliados que deveriam acompanhar e organizar o regresso ao Bastion. Havia ainda assuntos pendentes envolvendo uma salamandra, a região dos lobisomens e Glóin. Sobre este último, o jovem da taverna comentou que ele fora visto recentemente e que havia notícias de um rastreamento interrompido pelo desaparecimento de três alvos, aparentemente abatidos, mas cujos corpos não tinham sido encontrados.
Astel também reconheceu o esforço de Noah na travessia. Apesar do susto, a magia do druida levara todos ao destino e sua barreira de espinhos provavelmente os protegera de algo que nenhum deles compreendia. Era importante que o garoto soubesse disso.
A tarde seguiu em ritmos diferentes. Astel preparou-se para treinar, e o rapaz da taverna quis acompanhá-lo com espadas de madeira. Screaky voltou às suas leituras e anotações. Allya preferiu repousar, ainda atenta ao que acontecia ao redor. Noah recolheu-se para estudar e recuperar as forças. Já Dandelion dedicou-se a aprimorar as apresentações e a disciplina dos três goblins — tarefa que, a julgar pelo primeiro dia, prometia ser uma aventura à parte.
O grupo estava mais perto de casa. As respostas, porém, pareciam cada vez mais distantes.
Estado ao final da sessão
- Grupo reunido: os aventureiros regressaram à cidade e à taverna, onde passaram a preparar o descanso e a próxima etapa da viagem.
- Frasco de Poppe: foi enviado por meio do pergaminho; o recipiente desapareceu e as inscrições apagaram-se. O destino efetivo e o significado da escrita subjacente não foram confirmados.
- Travessia de Noah: o transporte pelas plantas chegou ao destino, mas incluiu uma passagem inexplicável por um espaço escuro de esferas e imagens.
- Memória observada: o grupo testemunhou uma cena de um Poppe mais jovem, em confronto com nobres eladrin. A origem e a finalidade daquela visão permanecem desconhecidas.
- Figura congelada: um corpo suspenso no espaço entre as árvores lembrava o “Verde Esquisito”, mas não era a mesma criatura. Sua identidade não foi revelada.
- Tempo decorrido: para as pessoas da cidade, o grupo estivera ausente apenas cerca de duas horas, apesar da experiência muito mais longa vivida pelos aventureiros.
- Poppe e Thalindra: Poppe continuava procurado depois de levar Thalindra; não houve notícia de seu regresso ou de uma solução para a situação dela.
- Leonard: reencontrou Allya, mostrou preocupação com sua condição, mencionou um empregador com experiência semelhante e deixou duas moedas mágicas para Allya e Screaky o chamarem em caso de necessidade.
- Três goblins: passaram a seguir Dandelion como mestre. Sobreviveram a uma emboscada fracassada, a uma encenação de morte e a uma recepção pouco amistosa na taverna. Um deles recebeu o nome de Nhonho.
- Coração-Raiz e corrupção: continuam sem solução. Astel pretende buscar orientação junto à Raven Queen quando regressar.
- Próximo destino: o grupo pretende organizar o retorno ao Bastion depois de descansar, verificar as armas e resolver as pendências com os aliados locais.
Ganchos para a próxima sessão
O pergaminho de Poppe
- Por que havia indícios de outro ritual sob as inscrições visíveis?
- O frasco foi realmente entregue ao destino esperado? Para quê ele será utilizado?
As esferas entre os planos
- Que lugar era aquele onde os aventureiros ficaram suspensos durante o transporte?
- Por que mostrava uma lembrança da juventude de Poppe?
- O que teria acontecido se os personagens continuassem a observar a imagem?
- Quem era o ser aparentemente congelado que bloqueava a passagem?
Leonard e os perseguidores
- Que significam os pequenos sinos mostrados por Leonard?
- Quem é seu novo empregador, e o que ele sabe sobre o controle da condição de Allya?
- Qual é a missão que manterá Leonard afastado?
A volta ao Bastion
- O grupo conseguirá regressar rapidamente com os aliados e equipamentos de que precisa?
- Que resposta, se alguma, a Raven Queen dará a Astel?
- Haverá um caminho para ajudar quem depende do Coração-Raiz e enfrentar a corrupção?
Os novos seguidores de Dandelion
- Até onde vai a ligação dos três goblins com a música e as ordens de seu mestre?
- A pequena tropa conseguirá aprender alguma coisa antes de provocar outra confusão?
